O veículo original, comprado na época pelo vocalista Dinho, foi leiloado, depois abandonado, e finalmente virou sucata. Há quatro meses, porém, a família do cantor resgatou o veículo e aproveitou as peças para recriar o carro amarelo em um chassis de outra Brasília.
Na canção, um dos principais sucessos da banda, Dinho cantava: "Minha Brasília amarela tá de portas abertas pra mode a gente se amar pelados em Santos".
Meses depois do acidente fatal, ocorrido em 2 de março de 1996, o veículo foi leiloado em um programa de televisão. “Arrecadamos R$ 96 mil”, afirmou Hildebrando Alves, de 68 anos, o pai de Dinho. O veículo foi levado ao Rio de Janeiro. Anos depois, a Brasília foi apreendida em uma blitz por causa de problemas em sua documentação e foi parar em um ferro-velho. “Ficou dez anos parada lá.”
Um sobrinho de Hidelbrando decidiu, por curiosidade, procurar o carro do primo. Após pesquisas nos bancos de dados de Departamentos de Trânsito, ele localizou a Brasília e conseguiu reavê-la. Ou melhor, parte dela. O tempo fez com que a lataria enferrujasse e o estofado apodrecesse.
Há cerca de quatro meses, a família de Dinho conseguiu comprar o veículo e iniciou o caro processo de reforma. “Compramos outra Brasília e reaproveitamos o que dava. Do carro original deu para usar as rodas, o capô, o para-lama, e outras peças", relata o pai de Dinho.
Foto reprodução: Fábio Tito
Foto reprodução: Fábio Tito


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